O Fórum é a oportunidade de alavancar o potencial e valorizar a produção de cana-de-açúcar.

O Brasil é o 2° maior produtor e o 2° maior consumidor tanto de etanol quanto de biodiesel do mundo. Por ano, são produzidos cerca de 30 bilhões de litros de etanol e quatro bilhões de litros de biodiesel. E esses números, que já são passíveis de comemoração para o setor sucroenergético, devem ser ainda maiores dentro de dez anos. O motivo é uma demanda antiga do setor, que passa a vigorar a partir do próximo ano - a Política Nacional de Biocombustíveis no País, o RenovaBio. Por meio dela, a produção de etanol passará para cerca de 50 bilhões de litros enquanto a produção de biodiesel alcançará 13 bilhões de litros, em 2030.

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar de do Álcool no Estado (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, ressaltou que o RenovaBio é um serviço ambiental com remuneração que vem da própria cadeia produtiva. “Haverá um esquema de compensação onde os combustíveis de origem fóssil pagarão uma espécie de taxa de descarbonização àqueles produtores que possibilitam a fabricação de um ciclo de vida mais limpo”, disse Cunha, em participação no Fórum Nordeste 2019.

O projeto fornecerá uma importante contribuição para o cumprimento dos Compromissos Nacionalmente Determinados pelo Brasil no Acordo de Paris, quando foi firmado a meta de reduzir 37% das emissões de gases de efeito estufa em 2025.

“É uma política muito importante que vai premiar quem sequestra o carbono. Isso nasceu no governo Temer, e na época Plínio Nastari desenvolveu com um grupo de cientistas essa grande ação de premiar e incorporar uma sociedade que sequestra carbono para otimizar sua planta para que ela seja mais limpa”, explicou o presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro. O presidente da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, também falou sobre o RenovaBio. “Imagine um selo em que você ganha por ser uma empresa que não polui. É claro que a tendência é adquirir esse atestado de qualidade”, revela. Para o presidente da Feplana, Alexandre Andrade Lima, a certificação é necessária, em especial, para os produtores do Nordeste. “Temos que brigar mais por essa certificação ou seremos os últimos a ser certificados”, avaliou.